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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ilha do Medo

Com roteiro de Laeta Kalogridis adaptado do livro "Prisioneiro 67" de Dennis Lehane, dirigido pelo habilidoso Martin Scorsese, "Ilha do medo" pode ser uma estranha viagem à diversas referências de filmes de terror, noir,suspense psicológico entre outros. Scorsese faz referência a Scrorsese. A neblina no início do filme presente também e "Taxi Driver" nos coloca numa posição de dúvida. Nada está claro. Tudo nebuloso mesmo. Talvez, referência a "O iluminado" adaptação de Kubrick para o livro de Stephen King. A grandeza das portas que se abrem e se fecham e a trilha sonora marcante de tão medonha. E a ala C, tão falada, frisada, como nos famosos filmes B, é um labirinto a lá Hitchcock. E assim por diante. O espectador se perde junto com a personagem de Leonardo DiCaprio, Teddy Daniels, com seus traumas, sua busca pessoal mascarada pela distintivo policial. Lindas cenas de flashback. em uma delas, a esposa de Teddy Daniels, se vira, e volta, duplicada, parecendo um erro grosseiro de edição, causando um efeito perturbador. Assim como as cenas de interrogatório. A mulher entrevistada, pega um copo invisível, toma um copo de água vazio, e coloca um copo meio cheio na mesa. Erro de continuidade? Ou devaneio da mente da personagem? E o que dizer das imagens do Holocausto? Tão peculiares da mente de Teddy Daniels, que pareciam uma obra de arte congelada pelo terror e sangue.
Obrigada Scorsese por se arriscar mais uma vez em um gênero difícil e tido como previsível.

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