O inverno não pode durar tanto. Desejei violentamente o frio para petrificar meus sentimentos. Conservaria o tempo e a evolução. Seguiria sem trilhar caminhos óbvios e encontraria a tranqüilidade. O frio cortou minha pele. O sorriso falso foi interrompido por uma rápida rachadura. A dor não incomoda tanto, e sim a cicatriz de pensar nela. Neste interlúdio, separa e resseca. O inverno mudou de sensações, de cores, de significado. O frio já não mais congela, acaricia. A evolução. O caminho surpreende mais uma vez tortuoso. Não há cura para a cicatriz. Há intervalos para a dor. O pensar interrompido auxilia no respirar do ar seco. O inverno durou pouco. Não quero esperar nada, mas espero. Involuntário é como as plantas aguardam primavera para florescer e depois, morrem secas e sozinhas. E daí? Quem se importa com a morte breve e solitária das flores? Haverá outras novas no mesmo lugar.
Por que parei de escrever?
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Medo do mesmo
Dias contados
Sonhos cortados
Alegrias falsas
em tudo o que estava
Escondido
Sufocado
transformado em lamurias
Pandora
aberta na loucura
Impulso desentendido
Exigências temidas
Alma corroída
Medo do mesmo
Mais é menos
Fantasma que persegue
e confunde
trapaceia
ilude
Valor morto
torto
torpe
insosso
Igual e igual e igual
nada tinha de especial
Morte do brilho
embaixo dos trilhos
do impulso perdido
na ilusão do sentido
na mentira contada
agonia temida
faz triste
temida
qualquer chance perdida
de ser maior diferente
do mesmo medo de sempre.
sábado, 22 de maio de 2010
Weakness
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Por uma gota
O texto começava com uma lágrima, mas não havia sensibilidade o suficiente para uma interpretação acordada. Por isso, depois, uma gota de chuva que escorria lentamente na janela de vidro de um lindo apartamento branco iluminado por uma luminária laranja perdeu-se. Era possível haver um imagem límpida e suave pois a escuridão representa melhor o sono profundo despreocupado.
No fundo de uma banheira o silêncio acolhe mais ainda aquele que descansa inerte. De repente, uma gota intrusa, vinda com um míssil, vibra em águas calmas em uma explosão de desassossego.
Ele acorda em meio a gotas de chuva que molham uma a uma cada parte do seu corpo cansado. Sente o frio em seus ossos, o gelo em seu rosto, e procura abrigo para o perigo de encharcar sua alma. Era como se sentia, perdido em um pedido de descanso. Normalmente, costumava gostar de chuva, mas não quando queria um aconchego quente e brando.
O casarão casava com a escuridão. Não havia quase nada em seu interior, e tudo o que havia parecia entrelaçado em um círculo. Ecos reverberando entre os espelhos intactos e os furos no teto que deixavam escapar o som e respingar a água. Dentre os reflexos ele mirou um grandioso quadro. Cada detalhe da fotografia derretia suavemente. Esse fenômeno só não intrigava-o em deleite, destacava a beleza de uma já linda moça. Transformava-a aos poucos em uma exuberante mulher.
A indecisão o tocou quando percebeu que em algum momento a imagem estaria por toda apagada. Haveria de fazer uma escolha,e escolhas não lhe agradavam, pois parecia sempre escolher
E o mar o lembrou da água que desfazia em beleza hipnotizante a figura feminina. Que aconteça o que deve acontecer, refletiu. Seria triste, porém espetacular assistir ao desmanchar cujo o ápice seria uma explosão de beleza radiante. Não seria o destino dela desaparecer dessa forma bela?
O reflexo de seu pensamento tocou em um espelho e voltou. Mas por que estou aqui então? Sua presença seria parte do destino e haveria ele de interferir para que beleza continuasse a existir?
Não foi o impulso de herói que que o moveu. E sim a curiosidade de um homem que necessitava tocar algo tão esplendido que quanto menos tinha seu auxílio mais belo se tornava. E ao esticar a mão sedenta a tinta secou. E uma voz tão terna quanto o rosto macio soou.
Eu estava esperando por você. Mas não sabia que viria tão depressa. Não era necessários e apressar. Veja só, você está todo molhado e com frio. Poderia ter esperado essa chuva toda passar.
Não sabia.
Não há problema algum. Na verdade, confesso que a sua presença me surpreendeu. Muitos estiveram aqui. E saíram hipnotizados, com medo talvez. Sempre achei que há muitos espelhos, espaço e confusão. Reflexos não são a verdade. Não sei porque eles se assustaram tanto e partiram.
Pois é.
E você, foi corajoso ou curioso.
Não sei.
É claro que sabe. Sempre sabemos o que nos move. Só não gostamos ou não queremos assumir e muito menos pensar sobre isso. Mas talvez é o que nos faça seguir em frente.
Ela observou que no espelho molhado as gotas distorciam o rosto simétrico dele. Ela em um toque angelical, passa a mão para secar o espelho. Com esse gesto, mostra ao até então desatento que, a perfeição não dorme por conta de seus detalhes que respingam um a um sem interrupção. Esses detalhe vivem na ação de enxergar o melhor no outro e e de mostrar ao outro que simplesmente existe. Basta apenas escolher qual gota enxugar. De mãos dadas eles seguem molhados descompassados e às vezes secos pelas circunstâncias.
Uma gosta cítrica de suor salgado arder o olho e despertar em culpa o ser adormecido. Faz lembrar que há sonhos do sono profundo. Ele acorda do sono molhado e em um suspiro assustado e enxuto. Parou de chover.
Sua moça linda mulher exuberante estava ao seu lado. De olhos brilhantes abertos observava-o em seu sono de sonhos afogados. Ela adorava fazer isso. Esperar o sol invadir as frestas e iluminar o que já era iluminado. Gostava de ver brilhar aos poucos cada fio de cabelo louro ao sol dourado. De ver o ruivo de poucos fios do rosto alegrar a feição tranquila. Esperava o momento mais bonito. Ela amava o abrir dos olhos do amado e a mudança de cor esférica coma força da luz natural. O sol pintava de cores perfeitas a manhã mais alegre assim.
Ele suspirou e a abraçou em um alívio de fazê-la mais segura do que nunca em seus braços sente uma última gota. Ele ouve o rosto terno:
Eu sempre sonhei com momentos como esse.
A lágrima sensível no rosto alheio fez sentido.
O texto transformou-se em pintura escrita. A raiva, ternura transcrita em palavras agora congeladas que correm o risco dos respingos e do derreter aflito.
09/08/06
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ilha do Medo
quarta-feira, 10 de março de 2010
Post atrasado!
Lembrei de um outro momento, não tão glorioso, mas tão curioso quanto.Quando Tom Cruise se divorciou de Nicole Kiddman e a carreira da bela despontou.
Voltemos para a vida real. Todas nós podemos alcançar tudo o que queremos sem necessariamente estar a sombra de um homem.
Não sou feminista. Muito pelo contrário, adoro pequenos mimos.
Mas adoro ser independente.
Vamos nos doar a nós. Nos amemos em primeiro lugar.
Tudo acontecerá naturalmente em função desse autorepeito.
Pois se esse não existir...Nada de bom nos alcançará...
Parabéns a todas as mulheres independentes!
sábado, 6 de março de 2010
Why, why?
Things which are boring
people...
Some people
know how to be poor
far from being humans
some kind of monsters
hidden
behind their fake smiles
Easy words
hard to believe
in such ideas
I should pitty you all
but I cannot for now
I am sorry for me
I should have fun
Do not mind
Why, why
Am I
so sad,
Dead,
Influenced by what is ugly...
