Agora, olho pela janela
não ouço barulho,
não sinto o vento soprar,
nem o tempo passar.
Imagino como esteja a vida lá fora,
observo o movimento de todos como
cinema mudo.
Não julgo,
admiro o estranho balé ordenado no caos.
Não faz mal,
tudo muda,
nessa cidade muda,
daqui a pouco irei mergulhar nessa cena,
insana,
Escolhemos essa vida?
Ou ela se derrama até nos molhar,
e mudar tudo de novo,
aos poucos mergulhados na loucura,
vida segura?
se foi faz tempo.
Me vou com o vento,
a girar em movimento
para mudar...

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