Eu queria tocar océu
para que tudo que é sonho
ressoasse concreto,
de fechado aberto
em meio ao incerto
tudo descoberto.
Como quando beijei sua alma
e descobri que a calma pode guardar
desejos iluminados ao estranho luar
e deitar ilusões findadas
a outra alma cansada.
Eu queria tocar o céu e ver
o abstrato se diluir em pedaços,
para mostrar que os fatos,
são sem sentido se não tocados e ouvidos.
Como quando enxerguei você
e nada pude fazer
a não ser desejar sem temer.
Eu queria tocar o céu
para que o sonho saísse do papel,
e voltasse para outros olhos, ouvidos, faces e mãos,
que dariam outro sentido
a até então
sonhadora solidão.

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